Redesign da Apata

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Tudo começou com uma combinação: a vontade de ajudar uma entidade protetora de animais e a necessidade de desenvolver um projeto de conclusão para a Especialização em Design Estratégico da Unisinos.

 

A Plano ah! procurou a Apata – Associação Protetora dos Animais de Taquara/RS e passou uma breve idéia do que é o Design Estratégico. Isso foi em 03/05/2011. Depois da conversa, perguntamos se eles estavam a fim de passar por esse processo de forma experimental e gratuita. E mesmo sem saber de onde tinham saído aquelas duas loucas falando de coisas abstratas, eles concordaram!

Naquele dia, o que eles nos pediram foi que o projeto, de alguma forma, ajudasse a organizar a associação, tornando-a mais profissionalizada; pediram que a gente conseguisse atrair mais voluntários e arrecadar mais recursos financeiros, pois essas são as chaves para conseguir aumentar os atendimentos aos animais.

Começamos, então, nossas pesquisas contextuais – muitas delas: dados secundários, pesquisas qualitativas, netnografia e observação participante, para citar algumas. Transformamos nossa casa em lar temporário de cães e gatos, mergulhando profundamente na realidade do problema para entender o máximo de variáveis possíveis. Chegamos a ter 16 cães e 5 gatos ao mesmo tempo, participando ativamente do processo de divulgação e busca de lares para todos eles!

Paralelamente, atendemos adotantes, fizemos resgates e assumimos a comunicação e o relacionamento da Apata nas mídias sociais para saber o que as pessoas falavam e pensavam a respeito da entidade.

Depois de um mês, tudo que tínhamos visto e reunido de informações nos mostrou três sujeitos e seus comportamentos:

Percebemos que havia um círculo vicioso do pior tipo: enganos que geram uma imagem ruim.

Depois disso, ficou claro para nós que os pedidos da Apata – mais voluntários e mais recursos – seriam o resultado final de um grande trabalho prévio para informar corretamente como a associação atua, retomar a credibilidade e construir um relacionamento com a população.

Começamos a planejar o redesign com 3 premissas básicas:

1) Temos que criar uma identidade para a Apata – não apenas um novo visual, mas uma nova essência que a caracterize: valores, sonhos, princípios.

2) Temos que criar uma estrutura que receba bem novos voluntários e que cresça de forma orgânica, descentralizada. Assim, quando os interessados surgirem, a base estará pronta.

3) Temos que informar loucamente todo mundo sobre tudo: as pessoas precisam saber para poder entender. Precisam saber para poder ajudar.

Com isso em mente, trabalhamos alguns meses com várias ferramentas de design com um grupo de oito pessoas – foram sessões de brainstorming, criação de cenários, definição de personas, pesquisas de estímulo e vários conceitos analisados até estar tudo amarradinho.

A principal mudança decorreu da compreensão de que continuar atuando como a Apata vinha atuando – apenas no socorro de casos emergenciais– é a mesma coisa que “enxugar gelo”. O trabalho vai durar centenas de anos e não mostrará nenhum progresso.

Mesmo sendo impossível a atuação imediata de outra maneira, um novo mapa de oferta de serviço foi criado para a associação, trabalhando paralelamente em 4 pilares: Educação, Prevenção, Atendimento e Vigilância.

Isso significa, na prática, continuar realizando os atendimentos emergenciais, mas destinar tanta ou mais energia para evitar que os animais cheguem ao ponto de precisar de socorro. Algo assim só é possível com um trabalho mais intenso em momentos anteriores, ou seja, na educação das pessoas e na prevenção de maus tratos, de problemas de saúde e de superpopulação.

Por enquanto, a Apata não consegue atuar em todos esses pilares ao mesmo tempo, mas essa é a proposta que ela está fazendo à comunidade: se a ajuda vier, o projeto será possível e vai ser muito legal fazer parte disso!

Para permitir a atuação em todos esses pilares ao mesmo tempo, a Apata foi estruturada em forma de núcleos:

- Atendimento

- Resgate e transporte

- Lares temporários

- Educação

- Eventos

- Administrativo

- Comunicação

- Projetos

- Jurídico

- Produtos

Detalhamos o propósito de cada núcleo e as atividades que as pessoas podem desempenhar. Cada membro ficou responsável por um ou mais núcleos e vai coordenar os voluntários que optarem por trabalhar com ele. Assim, com uma organização celular, as poucas pessoas que faziam um pouco de tudo ficarão menos sobrecarregadas e a Apata conseguirá uma atuação mais consistente.

Ao mesmo tempo que definíamos os serviços que seriam prestados à comunidade, tínhamos que pensar de forma integrada na comunicação – que era o fator central de tudo – e na experiência que a Apata gostaria de proporcionar às pessoas que tivessem contato com ela.

Mapeamos os pontos de contato e a experiência ao longo do processo de adoção (ou apenas de contato com a associação por curiosidade ou simpatia). Deste momento saíram muitas coisas legais, como as parcerias com veterinários e pet shops para conceder descontos em consultas e banhos para os animais adotados da Apata – medida de prevenção e cuidados com a saúde.

Foi nesta etapa, também, que vimos a importância que o novo site, o blog e as redes sociais teriam no projeto, pois como a Apata não tem sede, nem abrigo, a internet é a plataforma de comunicação e relacionamento com as pessoas – e seria em grande parte essa plataforma a responsável por fundamentar uma nova imagem da associação.

 

Uma surpresa extremamente agradável que tivemos foi com o relacionamento através do Facebook. Nada novo estava no ar, apenas a forma de se comunicar! E isso fez com que dobrasse o número de adoções em poucos meses! Também estavam aparecendo interessados em ser voluntários, outras pessoas fazendo doações e convites de veículos de comunicação para que a Apata falasse mais sobre seu trabalho! E a gente pensava: o projeto nem foi para a rua ainda e as coisas já estão acontecendo!

Ainda falando em imagem, uma preocupação que tínhamos é que a nova identidade fosse mais inclusiva. Afinal, até este momento, o logotipo da Apata era um cãozinho com seu osso, o que fazia muitos acreditarem que os gatos não eram atendidos!

 

No desenvolvimento do novo logotipo, além do cão e do gato, os principais valores que deveriam ser passados eram ligados ao espírito alegre dos animais saudáveis e bem cuidados: amor, diversão, leveza e, se essa palavra existisse, “queridice”! A criação ficou por conta da Natália Cristófoli Boeira, que fez um trabalho absolutamente maravilhoso tanto no novo logotipo quanto em todos os materiais que criou: flyers, faixas, banner, cartões, camisetas e muito mais!

Para que o pilar Educação fosse mais abrangente do que o trabalho planejado para as escolas (que só será realizado a partir de 2012), foi desenvolvido um toy art educativo, acompanhado de uma cartilha para as crianças. Essa cartilha passa informações sobre os cuidados que os animais merecem – tudo em forma de tarefas para serem cumpridas. O nome do brinquedo, Sr. D, também foi escolhido para quebrar um pouco o preconceito contra os animais sem raça definida, chamados popularmente de SRD.

Ainda que o público principal sejam as crianças, nada impede que o brinquedo seja colecionado por adultos, já que uma nova versão será lançada por estação – o primeiro exemplar vem com visual color blocking, acompanhando o que se está usando por aí.

 

Além de disseminar a informação de uma maneira lúdica, o toy art foi pensado para ser mais uma fonte de renda para a Apata. Ele é integralmente fabricado pelos voluntários, de forma artesanal, e o lucro das vendas será revertido para a ampliação dos atendimentos.

Por trás de toda e qualquer ação realizada pela Apata deste momento em diante, estarão os 4 pilares básicos Educação, Prevenção, Atendimento e Vigilância.

Focando na Prevenção, muito esforço será dedicado para promover a castração do maior número possível de animais, já que a reprodução deles é em escala e facilmente se torna um problema de superpopulação.

Uma série de conceitos explorados durante esses meses de trabalho vão ser desdobrados em novos projetos, como o ônibus-clínica que queremos ter para atender os animais da população de baixa renda nos bairros mais carentes. As linhas gerais do projeto já existem, mas ele precisa de tempo e dedicação para ficar bem resolvido. Pretendemos chegar aos 10 anos da Apata, em 2013, com ele em operação.

Outro exemplo é o trabalho de reabilitação dos dependentes químicos com o apoio dos animais. Realmente são muitas possibilidades, muitos horizontes e muito trabalho.

Caso o modelo planejado neste redesign atinja os objetivos traçados, ele poderá ser replicado em outras ONGs, promovendo inovação social em diversos outros lugares onde existam pessoas comprometidas e dispostas a trabalhar pelo bem dos animais.

Em maio de 2011, a Plano ah! ofereceu para a Apata um projeto abstrato e que exigia muita dedicação. Seis meses depois, esse projeto é apresentado ao público já colecionando uma série de sucessos e isso só aconteceu porque os membros da associação realmente estavam dispostos a encarar a mudança que foi proposta. Lá atrás, eles não sabiam se as coisas dariam certo – na verdade, eles nem sequer nos conheciam bem. Muitas vezes, avançamos com passos de formiga; outra vezes, foram verdadeiros saltos no escuro. O medo do risco sempre esteve lá, mas existe realmente algo de mágico em lutar por uma causa: parece que isso faz as pessoas seguirem adiante com coragem.

Método, um pouco de coragem e muito espaço para descobertas é o que fez o início desse projeto ser bem-sucedido. Para ele continuar, o que nós vamos precisar é fazer com que as pessoas vejam a mesma coisa que nós: a possibilidade de um mundo bem melhor!

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Heidrich Monitoramento

 

No mês de março deste ano, a Plano ah! foi convidada para trabalhar num projeto com a Dupla Via e a Conceito A+ para a Heidrich Monitoramento Eletrônico, que completaria 18 anos no mês de setembro. Outra empresa parceira seria a Tech Morphing, desenvolvendo toda a programação do site e a integração com os sistemas de monitoramento.

Nossa missão era criar um site que pudesse transmitir, através do visual e do conteúdo, a confiança e a credibilidade que a empresa conquistou nesses 18 anos de trabalho. Além disso, o site deveria proporcionar aos clientes da Heidrich o acesso fácil aos relatórios e às imagens do monitoramento em um só lugar.

Um outro ponto muito importante no novo site é que ele deveria explicar de forma mais clara e didática a sistemática do monitoramento eletrônico, por isso sugerimos o uso de plantas em 3D para ilustrar os usos de cada tipo de equipamentos, bem como diferenciamos os serviços prestados para os clientes residenciais e os clientes empresariais, já que cada um deles têm suas particularidades.

Como a Plano ah! precisava produzir todo o conteúdo do site, o primeiro passo era mergulhar no mundo do monitoramento, entendendo como tudo funciona. Para isso, precisamos contar com a paciência e a disposição interminável da Mônica e do James Heidrich, que nos explicaram algumas dezenas de vezes cada detalhe dos processos! Também nos contaram a história da empresa… E foi numa dessas reuniões que eu conheci a história do Passat mais desejado da cidade! São esses momentos que fazem diferença, esses em que você ouve pequenas histórias que ajudaram a construir uma história maior. E a partir daí um pouco deles fica com a gente, sabe?

Uma parte muito legal do trabalho também foi a coleta dos depoimentos de clientes sobre a Heidrich. Existem alguns tipos de serviços que não podem ser vendidos “em balcão” – eles precisam ser indicados, precisam trazer a garantia da confiança de alguém que conhecemos. Por isso os depoimentos eram uma parte muito significativa desse site. Mas essa foi realmente uma pequena parte do envolvimento dos clientes…

Uma grande campanha estava sendo desenvolvida em paralelo pela Conceito A+, trazendo alguns clientes como modelos que ilustravam os 18 anos de experiência, de seriedade, de proteção e de novidades. Uma promoção aberta a clientes e não clientes teve o site como ponto focal, onde eram feitas as inscrições para concorrer a uma viagem para Buenos Aires (clientes) e a um iPad2 (não clientes).

Como os prazos estavam apertados e os layouts e códigos iam e vinham de lá pra cá, daqui pra lá, a gente tinha 5 empresas compondo todas as combinações possíveis de equipes trabalhando paralelamente. Talvez por isso a Mônica tenha dito que a gente quase deixou ela louca…

Mas não importa quantos “ah!” de surpresa, desespero, preocupação, alívio ou estresse tenha um projeto, o último “ah!” sempre é de alegria e satisfação! O site ficou show de bola, a campanha fez um tremendo sucesso, os clientes-modelos ficaram supercontentes e a Heidrich está feliz com tudo que aconteceu (menos com a parte da quase loucura)!

Quando entramos no projeto, várias pessoas, inclusive os próprios clientes, nos assustaram em função do nível de exigência da empresa. Estávamos preparadas para resistir a um clima tenso e de muita pressão… Que nada! Exigentes eles são mesmo, muito. Mas era tanto que chegava a ser engraçado! E a gente ria muito!

Espero que a Mônica não se importe, mas eu não posso deixar de contar isso: ela foi a primeira pessoa que eu vi realmente revoltada com o Google Maps. Ela me ligou um dia de noite para dizer que não queria que o Presídio Municipal aparecesse no mapa! E ela queria outras ruas destacadas – ruas mais importantes! Quando eu me lembro do telefonema, eu ainda tenho que rir! Ela é uma figura! E, ultimamente, uma figura bastante risonha, então nós ficamos mais tranquilas!

Enfim, o projeto da Heidrich foi um daqueles trabalhos em que a gente lembra de mais momentos de risada do que de pânico, então ele entra, definitivamente, para a lista dos projetos que a gente amou!

Confere aqui o site! Lá dentro tem todo o histórico da campanha também.

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O.S.A. | Ochs. Schmidhuber. Architekten – Site legal

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Ok, a gente não faz site em Flash e, geralmente, também não gosta deles, mas esse aí “abasbacou-nos”.

Navegando por uma dessas maravilhosas coletâneas de sites, acabei caindo na página da O.S.A. | Ochs. Schmidhuber. Architekten, uma empresa alemã de arquitetura, que me deixou totalmente boba. Infelizmente não entendo nem um pingo de alemão e o site não pode ser traduzido automaticamente, porque não é texto, é imagem… Logo, não posso falar muito sobre o brilhantismo da empresa, a não ser pelo calibre dos projetos e das imagens. No entanto, o site é muito legal, por isso que está nessa seção do blog.

Primeiro, as cores: preto, branco, cinzas e amarelo. Combinação linda. E ousada, também, pelo tanto de amarelo que tem em alguns lugares! (não coloquei os amarelões aqui, mas vai lá visitar que você vai ver!)

Segundo, a dinâmica de navegação: pode até confundir um pouco no início, mas é bem intuitiva. Não se desespere quando as dezenas começarem a correr sem a sua permissão: é apenas o carregamento da página – só isso eu já achei bem divertido.

Terceiro, é tudo grande: ai, desculpem os sites microrreduzidos, mas eu gosto de enxergar as coisas. Eu e provavelmente a maioria das pessoas, senão as TVs e os tablets de muitas polegadas não fariam tanto sucesso… Enfim, esse site é aaaaaaaamplo e eu não preciso criar novas formas na minha cervical para ver os detalhes.

 

 

Então, a primeira coluna, do 01 ao 04 é o menu principal. Se deixar o mouse em cima dela, vai conseguir ler os títulos. Aí, conforme você seleciona, abrem as próximas colunas, até que chega o conteúdo propriamente dito, também organizado em abas.

 

 

 

 

Para visitar o site é só clicar aqui. Vai dizer que não é legal?

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Móveis Reinheimer

Desde março, a Plano ah! esteve trabalhando em muitos projetos paralelos, o que nos deixou bastante afastadas das atualizações do nosso próprio blog e site, indesculpavelmente!

Agora, voltaremos a publicar alguns trabalhos realizados nesse período, como o site que desenvolvemos para a Móveis Reinheimer, de São Leopoldo.  Um projeto idealizado em parceria com o publicitário Antonio Roberto Pintaúde, responsável pelo marketing e/ou propaganda da empresa, como ele mesmo diz.

A Reinheimer está quase completando 70 anos de existência, o que exige um trabalho constante da marca, que deve manter toda a bagagem de tradição e qualidade ao mesmo tempo em que se moderniza, criando ambientes contemporâneos e explorando novos materiais. O Pintaúde está conduzindo esse trabalho com a marca e nos chamou para pensar um novo site, afinal, em muitos casos, esse pode ser o primeiro ponto de contato de um cliente com a empresa.

 

 

A reformulação do site procurou transparecer características e valores da marca e trazer mais conteúdo para o visitante. Agora, por exemplo, é possível visualizar mais de 200 ambientes nas galerias de imagem e também consultar muitas dicas de decoração e conservação dos móveis.

E conforme o projeto andava, algumas reuniões eram necessárias, então íamos até o showroom para conversar e alinhar detalhes. Nem é preciso dizer que cada visita à loja era uma tentação – muitos móveis e objetos de decoração maravilhosos… Difícil de resistir! Quem ainda não conhece a loja, deveria passar lá antes de comprar qualquer coisa para a casa, pois os preços são convidativos. E ainda tem o outlet!

Enfim, é sempre bom trabalhar em meio a coisas bonitas, por isso foi um prazer fazer esse projeto. Esperamos que vocês gostem do site e aproveitamos para deixar um agradecimento especial à família Reinheimer, que confiou no nosso trabalho e foi supercolaborativa em todas as etapas – essa participação e comprometimento do cliente é um dos fatores mais importantes para um trabalho ser desenvolvido com sucesso.

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Design Thinking, de Tim Brown

Um dos livros que acabei de ler para fundamentar minha monografia na Especialização de Design Estratégico é o Design Thinking, do Tim Brown, um dos caras da IDEO, famoso estúdio de design americano. (Se tudo isso é grego para você, saiba que tanto a IDEO quanto o Design Thinking estão por trás de grandes inovações tendo sempre como ponto central o ser humano.)

 

 

O livro não é exclusivamente para designers, muito pelo contrário – ele tem tem como uma das grandes premissas tirar o design da mão dos designers e tornar todas as pessoas potenciais fontes de inovação através da metodologia proposta.

Os desdobramentos e os pormenores de inúmeros casos da IDEO podem ser conhecidos no livro, que apresenta o Design Thinking como uma poderosa abordagem de inovação, muito acessível e que pode ser utilizada por pessoas e organizações para inovar em projetos que façam a diferença em praticamente qualquer situação.

Algumas características que fundamentam essa abordagem e estão presentes nos processos de Design Thinking são a observação direta do problema, as equipes interdisciplinares de projeto, a prototipagem rápida, o design centrado no ser humano, a co-criação com o público que o projeto atinge e um olhar mais sistêmico, entendendo o alcance e o impacto do projeto.

Eu gostei muito do livro, até porque concordo que todos os problemas são problemas de design – produtos, processos, serviços, organização social e o que mais se possa imaginar, e estou feliz em usar essa metodologia no meu trabalho.

Aí eu achei um vídeo do TED em que o Tim Brown fala sobre Design Thinking e que tem uma série de coisas do livro.

São 17 minutos mais ou menos. Eu acho que vale muito a pena para se ter uma ideia geral do tema e até para saber se você vai ou não gostar do livro.

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Comic Sans Criminal – Site Legal

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Sabe aquele tipo de site que a gente tem vontade de fazer para dizer para um monte de gente que elas estão fazendo as coisas de um jeito muito errado?

Então, esses dias eu achei esse site maneiríssimo: Comic Sans Criminal, ”Helping people like you learn to use Comic Sans appropriately”.

Até aí eu já tinha gostado da coisa, então resolvi navegar simplesmente clicando para ver novas telas. Os textos explicam que a Comic Sans se tornou popular no âmbito escolar por causa da aparência infantil e divertida, mas que não demorou muito para hospitais, delegacias e mais um monte de gente usar essa fonte para transmitir informações sérias em seus impressos.

Eles avisam que as fontes têm personalidade e propósito, então resolvem deixar claro quais são os usos da Comic Sans – crianças com menos de 11 anos, histórias em quadrinhos, etc.

Aí chega uma das melhores partes, que é um termo de compromisso que você assina, declarando que entende que a sua escolha de fonte tem o poder de dar um conceito aos materiais impressos e você promete que vai pensar bem antes de usar essa fonte novamente.

Por último, se você conhece um Comic Sans Criminal, você pode enviar uma mensagem para ele através do site, “para que ele comece logo a sua reabilitação”…

O site oferece outras “Alternative Book Fonts” e até “Alternative Dislexia Fonts”, uma vez que dizem que a Comic Sans é lida mais facilmente por disléxicos… verdade?

Enfim, achei divertido e quis compartilhar! Espero que gostem!

Acho que outros como esse deveriam ser feitos para avisar as pessoas que sites com música são odiados, que apresentações de PowerPoint cheias de efeito são um porre, que não se deve visitar os outros sem avisar antes e assim por diante… #prontofalei

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Construarte

Ajudando a Construir

Hoje está sendo lançado o novo site da Construarte – Engenharia & Construção, desenvolvido pela Plano Ah!

O lançamento faz parte das comemorações dos 40 anos da Irmãos Kunst & Cia. Ltda., empresa-mãe da Construarte e da Kunst Materiais de Construção, ambas da cidade de Igrejinha/RS.

Fomos convidadas a apresentar propostas para o novo site em outubro de 2010 e, como ficamos responsáveis também pela produção de conteúdo do site, desde lá, estamos acompanhando várias outras ações que fazem parte de um plano de marketing desenvolvido pela Dupla Via, com a agência Conceito A+ criando e produzindo toda a comunicação.

Foram meses muito gratificantes de trabalho, com uma ótima equipe e total disponibilidade da empresa para fornecer dados, explicações e imagens, além da agilidade nas aprovações.

E como estávamos escrevendo sobre a Construarte, nada mais justo do que ver a realidade da obra enquanto ela estava acontecendo, certo? Então, após uma das reuniões semanais, saímos em uma pequena excursão para uma visita guiada pelo Edifício Orlando, uma obra em andamento no centro de Igrejinha. Doze andares pela escada e uma surpresa em cada parada: será que uma obra deveria ser tão… limpa? Não só limpa, mas organizada e segura?

Mesmo com a panturrilha reclamando no dia seguinte, a experiência tinha valido muito a pena – foi muito mais fácil escrever sobre qualidade e segurança no trabalho depois de fazer essa visita, pois a valorização desses aspectos estava presente em todos os lugares. Essa mesma experiência foi aberta ao público em dezembro, com um dia de visitas guiadas pela obra, obtendo grande adesão.

Foi nesse clima de comemoração e orgulho pelas conquistas da Construarte que o trabalho foi desenvolvido durante esses meses e agora está sendo lançado com uma campanha muito legal, criada pela agência Conceito A+.

Para informar que o site está todo novo, a agência produziu o jogo Ajudando a Construir, baseado no clássico Brincando de Engenheiro (certamente você já brincou com um desses!), utilizando o conceito de que uma história está sempre em construção e, também, convidando as pessoas a fazerem parte disso. Além dos clientes, parceiros e fornecedores, creches e escolas vão receber caixas do jogo para seu acervo de brinquedos.

Entre outras peças da campanha, displays interativos serão espalhados pelas cidades em que a Construarte está presente com suas obras. Certamente essas ações vão gerar uma boa repercussão e tornar a empresa ainda mais conhecida.

Para saber mais sobre a campanha criada pela Conceito A+, acesse aqui o blog da agência.

Para visitar o novo site da Construarte, é só clicar aqui. Vai que teu novo apartamento está lá… Mas tem que correr, porque eles estão acabando rapidinho!

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Site legal – Cornerd

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Passeando pela web, acabei caindo no site Cornerd, da webdesigner americana Denise Chandler.

De cara, já adorei a maneira pouco convencional como ela apresentou os serviços, caracterizados pelas ilustrações pra lá de bacanas.

Mas conforme eu ia descendo, ficava ainda melhor! Ela fez uma coisa que foi abordada como tendência para os próximos anos no workshop de Coolhunting que fiz em dezembro passado: usou de muita honestidade e transparência ao classificar o nível dos seus serviços em um gráfico. Novamente, as ilustrações representavam cada um dos serviços em uma escala que ia do “Apenas OK” até o “Incrível”.

No site, também é possível acessar o Dribbble da Denise (um seleto site de portfolios em que você precisa ser convidado a entrar), seu blog e outros perfis.

Em resumo: adoramos seu estilo de ilustração! Ah, e os olhos dos monstrinhos mexem…

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Casa de ferreiro, espeto de pau

Era fim de 2009 e estava em produção a primeira versão do site do Plano ah!

Não, eu não errei o ano – era 2009. A gente trabalhou um monte em cima do conceito inicial e, quando tinha tudo para lançar, não gostamos mais. Descobrimos que estava “over”, tinha muita coisa… Estava faltando o equilíbrio ideal.

O site deveria ser lançado em janeiro de 2010, mas 2010 foi um vendaval.

A essência da Plano ah! em 2010: tudo ao mesmo tempo agora! Autor da foto: Dudu, 2 anos e meio

Essa foto acima retrata bem o que foi o ano: projetos, estudos, correria, coisas demais, todas urgentes….

E em casa de ferreiro, o espeto é de pau! Os ditados existem por um motivo óbvio: é assim na vida real! Passamos o ano fazendo projetos para os clientes e nada de encarar o nosso próprio site. A desculpa era sempre a mesma: não dá tempo… primeiro os clientes!

Não era mentira, não! Primeiro os clientes… Mas acontece que se a gente ficasse esperando ter tempo para dedicar ao nosso site, isso nunca aconteceria. Então, durante o ano, nós começamos novas versões. Foram 2, foram 3… E nada de ficar pronto. Quando entrava um projeto novo, o site da Plano ah! ficava esquecido.

Olha só a promessa que estava no Facebook em outubro:

A gente realmente acreditava nisso.

Na quarta versão, optamos pela simplicidade. Resolvemos fazer um site legal, simples, fácil de manter e que fosse leve. Acho que conseguimos acertar a mão dessa vez.

Finalmente não vamos mais precisar dar desculpas quando perguntarem sobre o nosso site – agora ele está ali, simples e presente, mostrando quem somos, o que era seu objetivo.

Mas nem me peçam cartão de visitas porque não estão prontos ainda… primeiro os clientes!

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Qual é o seu zag?

Marty Neumeier, da Neutron LLC, já conquistou milhares de leitores por conseguir sintetizar e exemplificar conceitos abstratos como design, branding e posicionamento. Recentemente compramos os 3 livros dele, que aos poucos vão aparecer nas Leituras Recomendadas, mas vamos começar falando do ZAG – A estratégia número 1 das marcas de sucesso.

Esse é um livro bastante didático para entender o que significa posicionar uma marca com uma proposta única de valor. A essência da mensagem é a seguinte: enquanto as outras empresas fazem ZIG, você faz ZAG. E a busca desse zag ideal que vai deferenciar a marca é a lição passada ao longo de todo o livro, através de etapas bem delimitadas.

O texto é fácil, a leitura é rápida e os exemplos são bem ilustrativos. É claro que os livros dele podem ser considerados superficiais, afinal a intenção não é mesmo um estudo acadêmico profundo sobre a temática. Na verdade, esses são livros para profissionais que têm pressa e que precisam aprender esses conceitos de forma leve, quase como uma conversa informal. Talvez aí resida o grande mérito: conseguir explicar conceitos complexos de maneira fluida num tempo em que as pessoas não encaram leituras densas.

É uma boa opção para quem está em dúvida (ainda?) sobre a necessidade de inovar ou reposicionar a marca. Boa opção para presentear também.

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